Aula 9º Ano Proclamação da República - Primeiros Anos

10:01 Wellington Campos 1 Comentarios






Tema: Proclamação da República   Aulas 1 a 4


Objetivos: . Identificar o cenário de transformação política, compreendendo a proclamação em diversas teorias históricas, golpe, revolução e autoritarismo no Governo da Espada


Habilidades do CBC (MG) Conceituar oligarquia, clientelismo, coronelismo e federalismo e relacioná-los como elementos constitutivos do sistema político oligárquico.


Metodologia: Apresentação da disciplina em Debates sobre os momentos que antecedem a República, conceituando o termo e a noção de democracia, cidadania e política


REPÚBLICA VELHA

Governo Provisório (1889 - 1891)

Após a Proclamação da República foi instituído um Governo Provisório sob a Presidência de Deodoro da Fonseca.
As principais figuras destes Ministério eram, sem dúvida, Rui Barbosa e Benjamin Constant.


Realizações importantes do Governo Provisório Republicano;
·                     Nomeação de interventores, especialmente militares para governar os Estados;
·                     Dissolução da Câmara e extinção da vitaliciedade do Senado;
·                     Expulsão da família imperial do Brasil;
·                     A liberdade de culto, a separação da Igreja Católica do Estado; a instituição do
casamento civil obrigatório;
·                     A criação da Bandeira republicana (19 de novembro) com o lema "Ordem e
Progresso";
·                     A "Grande Naturalização": decretou-se que todo estrangeiro residente no Brasil
passaria a ser brasileiro, com exceção daqueles que requeressem o contrário;
·                     A elaboração da primeira Constituição republicana;
·                     As Províncias tornaram-se Estados, formando o conjunto os "Estados Unidos do
Brasil";
·                     A crise econômica do "Encilhamento" , ocasionada pela política financeira de Rui
Barbosa (Ministro da Fazenda). Esta política, que consistia em fomentar (favorecer) o crédito, através da emissão de moeda sem lastro-ouro, permitiu uma especulação desenfreada que culminou em grande depressão (crise).
·                     A sede do governo passou a ser chamar Distrito Federal;
·                     A dissolução das Assembléias Provinciais e das Câmaras Municipais.

Nota: Ao término do Governo Provisório foi promulgada a Constituição de 1891, ocasião em que Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto foram eleitos indiretamente para o 1º Quadriênio (1891 - 1894).


A Constituição de 1891
Promulgada pela primeira Constituinte republicana, foi baseada na Constituição norte-americana. Extinguiu todas as formas e instituições monárquicas: Poder Moderador, Conselho de Ministros, Senado Vitalício e a união da Igreja-Estado.
Concedia autonomia completa aos Estados para escolher seus governos, criar suas forças policiais e organizar suas finanças, inclusive podendo dispor de suas próprias receitas de exportação.
Além disso, a nova Constituição adotou a organização do Estado em três Poderes - Executivo, Legislativo e Judiciário - e o voto universal (não-obrigatório) para maiores de 21 anos, com exceção das mulheres, analfabetos, soldados e cabos.
O voto não era secreto e tinha de ser declarado em público e assinalado em listas. Isto permitiu que se desenvolvesse por todo país, então predominantemente rural, uma das maiores forças políticas da época: a dos coronéis. Assim, as oligarquias regionais conseguiam impor seus interesses locais e descentralizadores.
A prática desse "voto de cabresto" marcou todo o período da República Velha. Desse modo, os coronéis controlavam totalmente as eleições em sua região (seu "curral eleitoral"), através de eficientes máquinas eleitorais que, sistematicamente, produziam a vitória dos candidatos governistas.
A Carta de 1891 estabeleceu, também, que cada Estado tinha o direito de fazer empréstimo no exterior, decretar impostos de exportação e elaborar as suas próprias Constituições, desde que não contrariassem a Constituição Federal.


Principais Fatos

Mal. Deodoro da Fonseca (1889 - 1891)
·                     Fechamento do Congresso Nacional com o apoio do Exército e de todos os Estados, com exceção do Pará, governado por Lauro Sodré;
·                     Revolta da Armada, liderada pelo Almirante Custódio de Melo.

Para evitar uma guerra civil, Deodoro renuncia sendo substituído pelo vice-presidente Marechal Floriano Peixoto, que teve de enfrentar também a Revolução Federalista no rio Grande do Sul.


Floriano Peixoto (1891 - 1894)
·                     Rompimento das relações diplomáticas com Portugal, em virtude do apoio dado pelos navios portugueses aos rebeldes da Marinha de Guerra;
·                     Repressão violenta aos revoltosos, chegando quase a ditadura;
·                     Floriano foi chamado de "Marechal de Ferro" e "Consolidador da República".


Prudentes de Morais (1894 - 1898)
·                     Foi o primeiro Presidente civil do Brasil. Com ele iniciou-se, na república, o domínio político dos fazendeiros;
·                     Foi solucionada a "Questão de Palmas ou missões" com a Argentina, graças a atuação do Barão do Rio Branco. Cleveland, Presidente dos E.U.A, deu ganho de causa ao Brasil;
·                     Restabelecimento das relações diplomáticas com Portugal;
·                     Os ingleses desocuparam a Ilha de Trindade;
·                     Campanha de Canudos, nos sertões da Bahia, às margens do rio Vaza
Barris.

O beato Antonio Conselheiro, com sua pregação de salvação para quem o seguisse, conseguiu milhares de seguidores fanáticos ("jagunços") entre as populações miseráveis da Bahia, reunindo-os no Arraial de Canudos.
Para os sertanejos, o arraial de Canudos era a "Terra Prometida". Para os padres e para os latifundiários, era "um reduto de fanáticos assassinos" que precisava ser destruído para o bem das "pessoas de bem".
O governo, para atender aos interesses destes grupos e de outras "Pessoas de bem", resolveu exterminar Canudos e massacrar sua população.
O governo da Bahia tentou dispersar os jagunços e, para tanto, foram enviadas ao interior duas expedições militares. Os soldados foram vencidos pelos jagunços liderados por Pajéu e João Abade.
Foi organizada uma expedição com dez mil homens e entregue o comando ao Ministro da Guerra, Marechal Carlos Bittencourt. Depois de três meses de cerco e munidos de canhões, os soldados invadiram o arraial. Nas palavras de Euclides da Cunha, autor do livro "Os Sertões", que acompanhou o episódio como enviado especial do jornal O Estado de São Paulo, "Canudos não se rendeu... resistiu até o esmagamento completo, quando caíram seu últimos defensores, quase todos morreram. Eram quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma criança".

Canudos não se rendeu, resistiu até o esgotamento completo, não foi feito um único prisioneiro. No Rio de Janeiro, o presidente eleito diretamente pelo povo, passou a ser conhecido como "Pacificador da República".





Um comentário:

Postagem mais recente Página inicial Postagem mais antiga